“A gente não é estatística” – o teste rápido e aconselhamento para HIV por representantes LGBT

Kátia Bones Rocha, Gustavo Affonso Gomes, Gustavo Affonso Gomes, João Pedro Cé, João Pedro Cé, Jean Ícaro Pujol Vezzosi, Jean Ícaro Pujol Vezzosi, Fernanda Torres de Carvalho, Fernanda Torres de Carvalho, Nalu Silvana Both, Nalu Silvana Both, Adolfo Pizzinato, Adolfo Pizzinato

Resumen


O objetivo do estudo é analisar como representantes de ONGs LGBT percebem as estratégias de inclusão do teste rápido para HIV/aids, sífilis e hepatites virais na cena LGBT de Porto Alegre. Trata-se de um estudo qualitativo no qual foram entrevistados 4 representantes de ONGs LGBT da cidade, analisadas mediante análise crítica do discurso. Os resultados apontam para uma preocupação dos entrevistados com as estratégias de cuidado que se constroem com o teste e o quanto elas dialogam perespectivas de direitos humanos. Assim se constroem tensionamentos que tem como pano de fundo relações entre Estado, movimentos LGBT e HIV. Ignorar questões políticas que permeiam estas relações despolitiza uma história na qual os maiores avanços em termos de prevenção e enfrentamento passaram por uma resposta conjunta entre diferentes atores sociais. Construir novos espaços de discussão pode propiciar que novas estratégias coletivas sejam pensadas no enfrentamento da epidemia, do preconceito e do estigma.

Palabras clave


HIV; Aconselhamento; Sexualidade; Políticas Públicas; Organizações Não Governamentais

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ISSN: 1794-9998 - e-ISSN: 2256-3067 - DOI: https://doi.org/10.15332/s1794-9998