A nova revolução copernicana: quando o Eu, o Outro e o Todo são outros

Autores/as

  • Luis Fellipe Garcia Ludwig-Maximilians-Universität München

DOI:

https://doi.org/10.15332/25005375/5524

Resumen

No prefácio da segunda edição da Crítica da razão pura, Kant propõe uma revolução metodológica em Filosofia similar à revolução copernicana: ao invés de tratar o observador como um centro fixo em torno do qual os objetos gravitam, pensá-lo antes como um móvel cujos movimentos cognitivos permitiriam explicar fenômenos anteriormente inexplicáveis. Alguns filósofos contemporâneos sugerem que essa revolução deva ser realizada de um ponto de vista geográfico, pois os problemas fundamentais da Filosofia parecem gravitar todos em torno do mesmo centro fixo, o qual não é confrontado à fragilidade de sua posição geográfica contingente, o centro europeu. O objetivo deste artigo é reconstruir as linhas gerais dessa nova revolução copernicana como um procedimento de reavaliação de três vetores centrais do saber: o Eu, o Outro e o Todo.

Biografía del autor/a

Luis Fellipe Garcia, Ludwig-Maximilians-Universität München

Doutor em Filosofia pela Université Catholique de Louvain. Pesquisador de pós-doutorado da Fundação Alexander von Humboldt na Ludwig-Maximilians-Universität München.

Publicado

2020-01-01

Cómo citar

Garcia, L. F. . (2020). A nova revolução copernicana: quando o Eu, o Outro e o Todo são outros. Cuadernos De Filosofía Latinoamericana, 41(122), 17–38. https://doi.org/10.15332/25005375/5524

Número

Sección

Artículos